Dia Nacional da Doação de Órgãos

Publicado em 27 de setembro de 2018 por Nayra Andrade.

Hoje, 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos, instituído para conscientizar a população em geral sobre a importância de ser doador, com o intuito de ajudar milhares de pessoas que lutam por uma oportunidade de salvarem suas vidas.

O rim é um dos poucos órgãos que podem ser doados em vida, pois ao doar um rim, o nosso organismo se adapta à nova realidade. Isso quer dizer que, ao manifestar o desejo espontâneo em ser um doador vivo, após o transplante renal é possível apenas um dos órgãos realizar a função de dois. “Sem doação não há transplantes. Mais de 21 mil pessoas esperam por um rim em todo o Brasil. O engajamento das pessoas é fundamental, muitas vidas podem ser salvas com esse gesto“, informa Daniel Calazans, coordenador do serviço de nefrologia do HMC e presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia.

No Brasil, cerca de 22 mil pacientes aguardam em uma lista de espera por um transplante renal, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Em Minas Gerais, aproximadamente 2.300 pessoas estão à espera de um doador. É o segundo estado do país que possui o maior número de pacientes renais ativos na lista de espera, perdendo apenas para São Paulo. Só no primeiro semestre deste ano, foram adicionados na lista de espera 576 pacientes adultos e 5 pediátricos. Em contrapartida, cerca de 330 pessoas foram declaradas como potenciais doadores, mas apenas 97 foram efetivos.

A Sociedade Mineira de Nefrologia, sabendo da importância da doação de órgãos e com base no cenário atual de transplantes de rins, esclarece os principais questionamentos sobre o transplante renal e a doação de rins em vida. Confira!

O que é o transplante renal?

Quando o rim apresenta problemas no seu funcionamento, ele deixa de desenvolver suas principais funções corretamente. Existem duas alternativas para solucionar essa anomalia no órgão. Em casos menos graves, essa falha pode ser sanada com medidas medicamentosas e dietéticas. Em quadros avançados e mais graves, a substituição da função renal é realizada, por meio de hemodiálise, dialise peritoneal ou da realização de um transplante renal.

No transplante renal, implanta-se um rim sadio em um paciente de insuficiência renal avançada. Esse novo rim começará a realizar as funções que os rins doentes não conseguiam mais manter. Ele é considerado a mais completa alternativa de substituição da função renal, pois garante mais liberdade no dia a dia do paciente e melhora a qualidade de vida.

Quem pode ser doador?

Existem dois tipos de doadores, os falecidos e os doadores vivos. ​De acordo com a cartilha “Manual do Transplante Renal”, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), qualquer pessoa adulta (acima de 21 anos), saudável, com função renal normal, que não apresente, durante extensa e minuciosa avaliação médica, indícios de risco de doença renal e não possui nenhuma doença que possa ser transmitida ao receptor, pode ser doadora.

Doadores falecidos, que vão a óbito em quadro de morte encefálica, a partir de autorização familiar, podem ter seus órgãos doados para receptores compatíveis, salvando inúmeras vidas.

Quando doador vivo, parentes e não parentes podem ser doadores, desde que obtenha uma autorização judicial. Vários exames são realizados no doador para que seja certificado o bom funcionamento dos rins e que o risco de realizar a cirurgia para retirar e doar o rim seja reduzido.

Há contra indicações de transplante renal para algum paciente com insuficiência renal crônica?

Pessoas que tiveram câncer, pacientes com infecções e doença graves no fígado ou coração não podem ser receptores do transplante. Porém, cada quadro é cuidadosamente analisado junto ao médico.

Segundo a ABTO, outros fatores físicos podem contraindicar o transplante como: Insuficiência cardiopulmonar; Obesidade mórbida; Doença periférica e vascular cerebral; Fumo em excesso; Insuficiência hepática; Outros fatores que aumentam o risco de um grande procedimento cirúrgico.

Quais os riscos do transplante para doador vivo?

O maior risco que o doador se submete é a anestesia geral, no entanto, pode ser minimizado com os exames pré-operatórios e os avanços nas técnicas anestésicas e cirúrgicas.

Qual a durabilidade de um rim transplantado?

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, alguns pacientes permanecem com os rins transplantados funcionando por muito tempo, chegando a mais de 10 anos. Em alguns casos, o tempo de funcionamento do órgão transplantado não é tão longo. Vários fatores podem alterar a durabilidade do órgão, como intercorrências ocorridas no momento do transplante renal e ao próprio órgão que foi doado.

Como é a vida pós transplante?

Ter um rim novo e saudável é o sonho de todo paciente, pois o transplante renal bem sucedido garante uma melhora considerável em sua qualidade de vida. Após o transplante, apesar das recomendações e exigências médicas, o transplantado pode levar uma vida normal. Ao passar dos meses, diminuem as restrições e os cuidados são menores, possibilitando um convívio social pleno e saudável.

É possível levar uma vida normal com um rim apenas?

Existem pessoas que nascem com apenas um rim e talvez nunca saibam disso. Um rim pode realizar o trabalho de dois e a vida da pessoa será normal tanto nas suas atividades pessoais como profissionais, mas isso não isenta os riscos do procedimento.

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